O que será de mim sem ela (e ele, que veio de fora pela mão dela), ela, ele, ela e os outros que são mais info-excluídos que a própria info-excluída? Este, por motivos óbvios, continuará a ser o meu dia-a-dia.
Entrevista. A senhora chegou atrasada. Ligou para uma amiga durante a dita. "Deixei as chaves em casa e fiz um bolo da Kitty." Gente pouco (ou nada) profissional. Gente pouco (ou nada) séria.
A D. Teresinha é bibliotecária. É de tal forma competente que trabalha em duas bibliotecas ao mesmo tempo.
A D. Teresinha deu-se a conhecer na primeira biblioteca.
A D. Teresinha mima todos os leitores com um atendimento de primeira: “Aguarde só um bocadinho enquanto eu vou ali chamar um colega para vir ajudá-la”. E a espera dura, dura e dura...
A D. Teresinha tem uns colegas igualmente competentes que pouco ou nada ajudam. Na esperança de pôr um termo feliz à busca, desloquei-me até à segunda biblioteca.
A D. Teresinha não estava na segunda biblioteca quando cheguei. Fui atendida por um simpático senhor: “Sente-se. Já lhe trago os livros”. Tudo em mim era esperança.
A D. Teresinha surgiu meia hora depois com o simpático senhor. Livros? Nem vê-los.
A D. Teresinha disse: “Temos um problema com a base de dados. Vá até à “primeira biblioteca” e espere lá por mim. Pode ser que lá a base de dados funcione”. (A D. Teresinha é uma mulher de certezas!).
A D. Teresinha mediu bem as suas palavras. Quando disse “espere”, estava mesmo a falar a sério. Assim que chegou, olhou com desdém para a minha lista de livros escrita à mão e disse: “Que confusão! Não percebo nada!”. (Será que a D. Teresinha olhou para a (mesma) lista na primeira biblioteca?).
A D. Teresinha ausentou-se com a lista.
A D. Teresinha regressou com a lista. Os problemas com a base de dados persistiam.
A D. Teresinha disse: “Não se preocupe. Entrarei em contacto consigo assim que o problema com a base dados estiver resolvido”.
A D. Teresinha ainda não seu sinal de vida.
Raios partam a D. Teresinha!
sexta-feira, 27 de Março de 2009
Bons tempos.
quarta-feira, 25 de Março de 2009
Ele lá estava. Sentado no mesmo banco a ler o mesmo livro. E o metro passava.
domingo, 22 de Março de 2009
A pilha de acórdãos e afins que separei cuidadosamente esta manhã para ler durante o dia continua no mesmo sítio. Algo está mal.